Completar 116 anos já seria motivo para uma festa extraordinária. Para Naomi Whitehead, que chegou à idade em 26 de setembro, a comemoração também foi uma oportunidade de reunir gerações da família em Greenville, na Pensilvânia.
Reconhecida pela LongeviQuest como a pessoa viva mais velha dos Estados Unidos, Naomi nasceu em 1910, em uma fazenda na Geórgia. Trabalhou na colheita de algodão e tabaco, casou-se e teve três filhos. Hoje, sua história também é contada pelos descendentes.
No aniversário de 115 anos, em reportagem da WKBN publicada em setembro de 2025, a bisneta Neely Whitehead descreveu o lugar que Naomi ocupa entre os seus:
“Ela sempre foi o alicerce da nossa família. Quando penso nela, penso em legado, honra, fé. Em força interior. Na maneira como ela reúne todo mundo. Nós a amamos.”
A neta Stacia Talbert resumiu a trajetória da avó em “Deus, fé, família e trabalho duro”. Na mesma ocasião, celebrou a chegada de parentes de diferentes estados: “Temos gente da Flórida, da Geórgia, do Texas, de Nova York… Vieram de todos os lugares”.
A idade impressiona também diante das estatísticas: a expectativa de vida ao nascer das mulheres nos Estados Unidos era de 81,4 anos em 2024, segundo o CDC.
De acordo com a LongeviQuest, Naomi já associou sua longevidade ao histórico familiar — seu pai passou dos 90 anos —, ao fato de nunca ter fumado nem consumido álcool e à fé em Deus.
Seu neto Daniel destacou hábitos semelhantes à WKBN: “Ela se alimenta bem e come pouco, e acredita em Deus”.
São relatos pessoais, sem estabelecer uma fórmula para chegar aos 116. Para Naomi, o futuro parece dispensar metas: “Vou viver enquanto o Senhor permitir”, disse ao New Castle News em 2023.